Que fosse a sorte do intranquilo, senão, mais um baque....
Ah! Precipícios d'onde despencam sonhos, lança-me em teus infindos profundos.
Repousa-me inerte em teu vazio, na imensidão dos teus segredos.
Dá-me de beber dessa bebida amarga de teu mais imerso.
Acolhe-me imberbe, menino moleque. Dá-me saciar-me as traquinagens todas pagãs, sem pecados.
Senda dos vãos dos tempos, sede finito, porém adula meus quereres nesse enquanto.
E livra-me das carnavalescas saudades, não me tortures mais.
Entretanto, arrelia-me das minhas humanas vaidades, mas, poupa-me das certezas.
Dá-me os perenes sorrisos dos anjos, tristes, se concedes a mim a felicidades de retê-los em meu peito forte.
Senta comigo, indaga ao vento os segundos porquês, mas, sacia-te dos ventos e voarei contigo.
Pedro Torres