sexta-feira, 17 de maio de 2013

Que a vingança maior dos ofendidos É saber abraçar os humilhados

Nessa insana disputa em que vivemos
Pra medirmos dos dois quem amou mais
Com "mais nunca" e promessas de "jamais"
Não sabemos sequer quem ama menos
Pelo saldo de brigas, não podemos
Entender porque estamos separados
Qualuer dia, perdidos e cansados
Nos vingamos, num abraço, arrependidos
Que a vingança maior dos ofendidos
É saber abraçar os humilhados

Pedro Torres
Mote: Rogaciano Leite

Essa chuva que cai agora à tarde
Desde ontem castiga teu poeta
Que minha alma de dor fica inquieta
E a saudade aqui dentro bate e arde.
Solto o choro, sozinho, e sem alarde
Transpassado de frio e solidão
Por lembrar-me o calor da tua mão
No meu rosto enchugando o pranto meu
Teu poeta de ti não se esqueceu
Todo o resto, amor meu, foi ilusão.

Pedro Torres

Se eu tiver que viver só de clausura
No obscuro silêncio do meu quarto
Nem que o peito sucumba de um infarto
Eu jamais vou quebrar a minha jura
Minha essência, onde habitas tem fartura
Das lembranças de um abraço que me aquece
Certas coisas na vida se merece
São conquistas que o tempo dá de graça
Passa tudo na vida, tudo passa
Mas, nem tudo que passa a gente esquece.

Pedro Torres
Mote: Raimundo Asfora

"Enterrei no meu peito uma semente
Sem saber que plantava uma saudade"
Mas, a flor que nasceu só por vaidade
De nós dois se perguntam ela mente.
Não perfuma o querer que ainda sente
Se acovarda negando o amor viver
Pois, que negue fingindo se esquecer
Negue enfim, tudo o que quiser negar
Você pode até mesmo se afastar
Só não pode mandar no seu querer.

Pedro Torres

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