sexta-feira, 31 de maio de 2013

Pintando meus madrigais Na tinta do pensamento.

I

Conforto-me na imensidão
Dos meus próprios devaneios.
Sentindo faltar-me os seios,
No colo da solidão,
Rasgado, o meu coração
Colore meu sofrimento
De um antigo sentimento
Que já não existe mais
Pintando meus madrigais
Na tinta do pensamento.

II

Descolorida esta noite
Nas aquarelas sonoras
Dou voz ao silenciar
Na mudez das altas horas
Me acalanta a calmaria
Minh'alma pinta poesia
Recolorindo o momento
Numa esperança de paz
Pintando meus madrigais
Na tinta do pensamento.

Pedro Torres
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