quinta-feira, 18 de abril de 2013

Rábula

Vis palavras que cortam qual navalha
Na garganta profunda de um ser vivo
Todo sangue que jorra sem motivo
Causa pranto, também, ao que gargalha

Trago as marcas inócuas da batalha
Que travei com as minhas próprias dores
Mas, jardim de meus sonhos já sem flores
Não perfuma na vida de um canalha

Tantas voltas se dão nessa rotunda
Que estas ondas sutis com que me inunda
São marolas, se quebram no arrecife

No silêncio refaço o meu protesto
Que até falo da vida de um honesto
Mas, não sei dizer nada de um patife

Pedro Torres
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