segunda-feira, 8 de abril de 2013

Perfume do lácio.

Para os dias de dor e de martírio
Há o abraço apertado, com carinho
Um olhar disfarçando com jeitinho
Nosso amor, que pros olhos é colírio

Temos beijos que causa-nos delírio
Como um vento soprando bem mansinho
Uma flor já podada e sem espinho
E o perfume melhor que há no lírio

Nosso amor, nós sabemos, não é fácil
Como achar-se na última flor do lácio
O mais ‘caro’ e sublime dos perfumes

Tão inútil é querer-se a perfeição
E é tão raro esse amor, minha razão
Que não cabe entre nós haver ciúme

Pedro Torres
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