sexta-feira, 8 de março de 2013

Quem um dia me fez de seu brinquedo Hoje brinca na mão de outro alguém.

Sem tempo.

Fui palhaço, brinquedo de momento
Nesse circo que armaste contra mim.
Só depois que 'nós dois' chegou ao fim
Percebi de você só fingimento
Tuas juras guardavam sentimento
Mas, negaste depois, por fingir bem
E eu nem sei se gostavas de ninguém
Mas, agora inverteu-se esse enredo
Quem um dia me fez de seu brinquedo
Hoje brinca na mão de outro alguém.

Sei que eu disse a você que eu lhe amava
Mas, não sei, porque toda essa insistência?
Foi você que pôs fim a permanência,
E hoje dizes  que não me acreditava?...
E a 'batalha' que a gente ainda trava
Pra ficar nesse eterno 'vai-e-vem'?
Eu não quero, você não quer também
Vá viver seus romances de segredo
Quem um dia me fez de seu brinquedo
Hoje brinca na mão de outro alguém.

Se o passado da gente foi bonito
E o presente é mais bonito ainda
Se o amor nos vingou na noite linda
Porque guardas no peito esse teu grito
Não percebes o quanto ando aflito,
Nos poemas, confusos, de desdém?
Se eu não devo a você nem a ninguém
Qual motivo de termos tanto medo?
Quem um dia me fez de seu brinquedo
Hoje brinca na mão de outro alguém.

Já nem sei se estou fugindo ao mote
Mas, nos dizem: "poesia é assim mesmo!"
Tantas rimas que se gastaram à esmo
Que lembrei-me até de 'Sir Lancerlot'
Ou Cervantes, autor de "Dom Quixote"
Sei que tudo parece relativo
E não temos sequer um bom motivo
Mas, matar esse amor é desperdício
Meu passado? Eu joguei num precipício
Mas, eu tenho certeza que está vivo.

Pedro Torres
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