terça-feira, 19 de março de 2013

Candidato vai colher O que plantar neste chão

Há dias venho matutando se devia falar ou não, expor algum pensamento político meu publicamente, e cheguei a conclusão que não devo calar, e político sem vergonha nenhum me representa, pois não recebe meu voto.

Com esse pensamento eu fiz:

Candidato vai colher
O que plantar neste chão

No nordeste brasileiro
Somente a seca é perene
E o sertanejo que pene
Este fato corriqueiro.
Vê-se rios de dinheiro
Correndo pelo ladrão
Enquanto a transposição
Ninguém vê acontecer
Candidato vai colher
O que plantar neste chão

Meu nordeste hoje vive
A maior seca da história
Tá bem vivo na memória
Do sertanejo, inclusive.
Que hoje só sobrevive
Por conhecer seu torrão
Sabe lidar com verão
Sem se deixar abater
Candidato vai colher
O que plantar neste chão

Que o sertanejo é valente
Disso todos nós sabemos
Mas, nós apenas colhemos
O que temos por semente?
Dilma dá seca pra gente?
Vamos fazer plantação!
E quando for na eleição
Muita seca ela vai ter
Candidato vai colher
O que plantar neste chão

Que me perdoem a crítica
Sabemos que a seca existe
Mas, o que me deixa triste
É ter seca de política
Para combater a cíclica
Estiagem do sertão.
Falta de votos? Né não!
Que a gente soube eleger
Candidato vai colher
O que plantar neste chão

Se a terra fosse irrigada
Com açudes, e barragens
Teríamos as estiagens
Mas, a terra era plantada
E a independência sonhada
Findava a submissão
Que o nordeste é solução
É só irrigar pra ver
Candidato vai colher
O que plantar neste chão

Uma encíclica papal
Consertava esta estiagem
Pois a seca é de coragem
Nos tá faltando é moral.
Pra um político local
Vir pedir na votação
E ganhar um belo não
Pra nunca mais se esquecer
Candidato vai colher
O que plantar neste chão

Pedro Torres
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