domingo, 17 de março de 2013

À margarida II

Desses recadinhos em versos que a gente torce, 'de coração', para que seja compreendido:

Se insinuas dos teus falsos amores
Por ser leiga ainda no mentir
Mas, ser mais que Expert no fingir
Pois, somente te provocarias dores.
No jardim destas' Margaridas' flores
Tu não queiras ser reles margarida
Pra não seres, mais uma, a preterida
Cuja essência há tempos se perdeu
Não tropece, portanto, o passo seu
Se não queres causar-te mais ferida.

Desses falsos amores que proclamas
Ter sentido, por teres se entregado
Corpo e alma tu tens inda marcado
No calor de romances já sem chamas.
Nos plurais dos pronomes que tu amas
Tais mentiras, não forma o verbo amar
Nem assim tu consegues apagar
Uma história, feliz que deu defeito
Há um corte profundo no teu peito
Que é difícil demais cicatrizar

Hoje ficas pairando nos jardins
Como fosses o pássaro beija-flor
Procurando encontrar algum amor
Para breves romances, e outros fins
Se encontras com amigos em botequins
Te apressas querer tentar a sorte
E a bebida pra ti é o passaporte
Para um caso fortuito e sem amor
Nesses lances não curas tua dor
Nem 'durex' é remendo pro teu corte

Pedro Torres
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