sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Um espírito de luz chamado amor Me tirou do umbral da solidão.

Eu vivia cercado de problemas
Esperanças não tinha mais nenhuma
Uma mão me tocou como uma pluma
E um olhar me prendeu sem ter algemas
Eu não tinha pra quem compor poemas
De repente encontrei motivação
Desde quando a fogueira da paixão
Me cobriu com seu fogo abrasador
Um espírito de luz chamado amor 
Me tirou do umbral da solidão.

De repente surgiu à construtora
Do meu sonho sem laje, ferro e viga
Pra ouvir o que falo é a amiga
Pra curar o que eu sinto é a doutora
O seu corpo de santa pecadora
Me tentou a cair em tentação
E falta apenas a canonização
Pra trocar seu altar por um andor
Um espírito de luz chamado amor 
Me tirou do umbral da solidão. 

Com diálogo aberto a gente escreve
Nossa história e o nosso objetivo
Quando há discussão sem ter motivo
Um ao outro desculpa a gente deve
Eu que era gelado como neve
No seu colo aqueci como um vulcão
Sem fermento seu beijo é como pão
Que tem felicidade no sabor
Um espírito de luz chamado amor 
Me tirou do umbral da solidão.

Envolvidos num manto de carinho
Que este amor é perfeito eu me convenço
Seu desejo é a cópia do que eu penso
Minha estrela é a luz do seu caminho
Meu colchão no passado teve espinho
No presente tem flor no meu colchão
E deus me livre de ter a intenção
De trocar o espinho pela flor
Um espírito de luz chamado amor 
Me tirou do umbral da solidão.

Cruzei mares inúmeros cruzei ruas
Pra lhe ver sem nenhuma maquiagem
Deus pôs tanta beleza em sua imagem
Que se eu for dividir vão nascer duas
Os seus olhos parecem duas luas
Me livrando de abismo e colisão
E só quem sente o que eu sinto tem noção
Do que eu to planejando lhe propor
Um espírito de luz chamado amor 
Me tirou do umbral da solidão.

Raimundo Nonato.
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