sábado, 2 de fevereiro de 2013

Sinopse diferente pro Cinema Paradiso.

Certa vez em Cinema Paradiso
Um belíssimo filme de amor
Numa cena mais 'quente' o censor
Censurou-a, exercendo seu juízo
Fez um corte na fita bem preciso
E a cena mais 'forte' não passou...
Quando o dono, Totó, por lá chegou
Com firmeza ele colou a fita
Exibiu-se a cena mais bonita
Foi assim que o filme terminou

Pedro Torres

Antes, mais cedo, eu havia lido o texto abaixo, junto da imagem publicada pelo Poeta Esdras Galvão de Arcoverde. Trata-se de uma narrativa do filme em comento, Cinema Paradiso.

Eu estava com a ideia final da estrofe o dia inteiro me seguindo, e à noite escrevi falando do cinema, pois estava no mote que já havia criado e lembrei-me do filme. Não lembrava do trecho abaixo transcrito, mas numa grande 'Deusdência' da poesia, saiu narrando a mesma história. Coisas da poesia!

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"Quero deixar você contente. Vou te contar uma coisa. Vamos sentar um pouco (…). Um dia um rei deu uma festa. Convidou as princesas mais belas do reino. Um soldado da guarda viu passar a filha da rei. Era a mais bela de todas. Ele se apaixonou, mas o que faria um pobre soldado diante da filha do rei?

Finalmente, um dia ele conseguiu encontrá-la e disse-lhe que não podia mais viver sem ela. Ela ficou tão impressionada com esse forte sentimento que respondeu ao soldado: se souber esperar cem dias e cem noites sob o meu balcão, então eu serei sua. Caramba! O soldado foi lá e esperou: um dia, dois dias, 10 dias, 20 dias. Toda noite ela controlava pela janela. Ele não saía dali. Com chuva, vento ou neve, ele continuava ali. Os passarinhos faziam cocô nele, as abelhas o comiam vivo, mas ele não se mexia. Depois de 90 noites, ele estava todo ressecado e branco. Lágrimas escorriam-lhe dos olhos e ele não podia segurá-las, pois não tinha mais forcas nem para dormir. A princesa continuava a olhar pra ele. Quando chegou a 99ª noite, o soldado se levantou, pegou a cadeira e foi embora.

Totó: Como assim? No final?

Alfredo: Sim. Bem no finalzinho, totó. E não me pergunte o significado. Eu não sei! Se entendeu, explique-me você."

Esdras Galvão

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