sábado, 2 de fevereiro de 2013

Rôgo

Que fosse a sorte do intranquilo, senão, mais um baque....

Ah! Precipícios d'onde despencam sonhos, lança-me em teus infindos profundos.

Repousa-me inerte em teu vazio, na imensidão dos teus segredos.

Dá-me de beber dessa bebida amarga de teu mais imerso.

Acolhe-me imberbe, menino moleque. Dá-me saciar-me as traquinagens todas pagãs, sem pecados.

Senda dos vãos dos tempos, sede finito, porém adula meus quereres nesse enquanto.

E livra-me das carnavalescas saudades, não me tortures mais.

Entretanto, arrelia-me das minhas humanas vaidades, mas, poupa-me das certezas.

Dá-me os perenes sorrisos dos anjos, tristes, se concedes a mim a felicidades de retê-los em meu peito forte.

Senta comigo, indaga ao vento os segundos porquês, mas, sacia-te dos ventos e voarei contigo.

Pedro Torres
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