sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Pra minha amada imortal!

Só se ama uma vez diz o ditado
Mas, não posso saber se já amei
Se medisse por tudo que chorei
Eu seria o maior apaixonado
Se um amor nos feriu, foi terminado
Com certeza não era mesmo o amor
É aquela que dói e não se sente, dor
Que o poeta Camões um dia disse
Essa história, portanto, é tolice
Pois, quem vence ao final é o vencedor

Confundi os sinais de um grande amor
Por medir-lhe o tamanho pelo pranto
Derramado, sozinho no meu canto
Escorrendo na face toda a dor
Vou levando na vida o meu andor
Carregado de tanta ilusão
Procurando alegrar meu coração
Em um cheiro bem forte e verdadeiro
Pra morrer sufocado em um cheiro
Dar um basta pra minha solidão

Na descrença de o amor acontecer
Duas vezes pra um mesmo coração
Eu errei ao mudar de direção
Sem querer novamente me envolver
Perdi tempo tentando me esquecer
De um passado feliz que me marcou
Felizmente o tempo me ensinou
Que o limite de amores não sabemos
Desde o dia em que nós nos conhecemos,
Uma coisa qualquer em mim mudou...

Vou seguindo o meu viver sozinho
Vez em quando a saudade me acompanha
Se um espinho por vezes me arranha
Eu lhe apanho e removo do caminho
Entre tragos e goles de um bom vinho
Eu perfumo meus sonhos de alegria
Faço um verso de amor que acaricia
Como as flores cheirosas de um buquê
Pra se algum dia eu encontrar você
Me casar com o amor da poesia.

Pedro Torres
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