terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Naquela tarde sábado..

O amor que há muito tempo
Era distância e silêncio
Resolveu marcar encontro
Naquela tarde sábado..

O deserto da paisagem
Mais libertava o amor
Que enchia todo o espaço
Daquela casa vazia
Bem velha que parecia
Ter sido sempre guardada
Para esse encontro de amor

Naquela tarde de sábado
O amor desceu das nuvens
E cara a cara com a vida
Se mostrou de corpo inteiro
Apanhou manhãs antigas
Previu as tardes futuras
Revelou as suas formas
Definiu o seu roteiro

Naquela tarde de sábado
O passado renascia
Como querendo dizer
Que as coisas que aconteceram
Foram por ele marcadas
Para testar algum dia
Até onde poderia
O amor acontecer

Naquela tarde de sábado
A palavra era canção
Adormecendo os sentidos
Sem encobrir a razão
E os suspiros eram palavras
Feitas de sons e de cor
E cada palavra dita
Era uma sentença escrita
Glorificando o amor

Os beijos que foram dados
E o amor multiplicavam
Tinham mais gosto de alma
Tinha um cheiro de infância
Nem pareciam ter carne
As bocas que se encontravam

O amor acalentado
A ternura enaltecida
Alegria de viver...
Porque vivi a paisagem
Aquela tarde de sábado
Dentro da minha lembrança
Nunca vai anoitecer.

Ronaldo Cunha Lima
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