quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Eu prefiro inventar o meu sorriso Do que ter que explicar a minha dor.

No mote meu e do Poeta Cicinho Moura, inspirado numa frase da conterrânea Josseane Soares, eu disse:

Eu disfarço o meu peito entristecido
Enxugando as lágrimas quando eu saio
Mas, às vezes a Saudade como um raio
Vem queimando meu peito ressentido
As lembranças me fazem umedecidos
Os meus olhos, de Poeta sonhador
Cristalinos focados nesse amor
Não percebem a face do meu siso
Eu prefiro inventar o meu sorriso
Do que ter que explicar a minha dor...

Quando tudo parece não ter jeito
Que essa vida se faz mais complicada
E a esperança se faz mais afastada
Sinto a angústia doer dentro do peito...
Minha fé cambaleia com defeito
Todos sonhos de cores perdem cor
Vem a mágoa que habita o meu interior
Nestas horas em que me dói no siso
Eu prefiro inventar o meu sorriso
Do que ter que explicar a minha dor.

Toda força que tem na baraúna
Se parece demais com o meu canto
Pois, tracejo no verso do meu pranto
Na leveza suave de uma pluma
Que o machado ferindo se perfuma
Na beleza sublime de uma flor
Que o perdão é raiz pra todo amor
Sem ser vista, porque não é preciso
Eu prefiro inventar o meu sorriso
Do que ter que explicar a minha dor

Pedro Torres

Mote: Pedro Torres & Cicinho Moura

Pedro Torres
Mote: Pedro Torres & Cicinho Moura

Não consigo mostrar minha tristeza
Não que seja coberto de decoro
Mas, se a mágoa chegar, engulo o choro
Busco a fuga fingindo com certeza
Uso sempre o desvio da franqueza
Ao dizer "só a Deus tenho temor"
E por ser só um simples pecador
Mostro faces da cor do paraíso
Eu prefiro inventar o meu sorriso
Do que ter que explicar a minha dor

Glosa: Kayson Oliveira Pires

Quando eu estou sozinho na tristeza
Fico pensando o que fazer da vida
De repente me ergo da recaída
Nos braços plenos da mãe natureza
Alguém diz: como estais? Digo beleza
Mantendo-se sempre com bom humor
Só sabe eu o que já sofri por amor
Sorri, mas, não vivo no paraíso.
Eu prefiro inventar o meu sorriso
Do que ter que explicar a minha dor

Damião de Andrade

2 comentários:

  1. Já senti muitas vezes assim
    Alguém que só me roubava de mim
    Mais também fez-me olhar pro bem querer ao meu redor. Quem me devolvia amando por dois, e me fazendo amar.
    Inventando sorrisos, aos poucos abandonava a dor.

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    1. Bem que se diz que metade da poesia é de quem escreve, a outra metade de quem lê. É bom ouvir de alguém que sente uma história. Cheirovisse? rs

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