sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Devoção

Sou devoto da Saudade ‘matadeira’
Do contrário, eu andaria muito triste
Porque sei que a Saudade só existe
Se a razão de existir for verdadeira

Não fugirás de mim, Saudade, desiste!
Eu seguirei teus vãos passos na poeira
Não te apresses à sair toda carreira
Fica comigo, sê forte, resiste...

Não me deixes aqui, alheio às madrugadas
Com as paredes do meu quarto geladas
Escutando-me aos gritos eu chegar ao fim...

Sei, o silêncio que fazes é estridente
Mas, se algum dia houver de novo 'a gente'
Saudade, Deus te proteja de mim!

Pedro Torres
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