sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Que não há neste mundo um só 'remédio' Que nos livre da dor de uma saudade

Não importa o tamanho dessa dor
Se nos dói por sentir amor ausente
“Não há cura pra isso, infelizmente...”
nem que queira o mais ínclito doutor
E até com os recursos todos ao dispor
Por saber dessa dura realidade
Que nos dói sem dó nem piedade
Seja grande, enorme, ou mesmo médio
Diz: não há neste mundo um só 'remédio'
Que nos livre da dor de uma saudade

Não há cura, porém, se alivia...
Se a ausência se dá só por distância
Pra passar, talvez, um pouco a ânsia
Dê um beijo que é a anestesia
Mas, não tente passar com poesia
Que a dor só lhe aumenta a vontade
Se a lembrança de um amor lhe invade
Lhe encontra e causa imenso tédio
E não há neste mundo um só 'remédio'
Que nos livre da dor de uma saudade

Nos andares do prédio do amor
Você pode tentar pela garagem
Esconder-se da dor pela passagem
Mais estreita de um largo corredor
A saudade sobe de elevador
E lhe pega no andar da ansiedade
E os degraus só alcançam até metade
Que é grande a altura desse prédio
Que não há neste mundo um só 'remédio'
Que nos livre da dor de uma saudade

Não conheço no mundo um curandeiro
Que nos livre do feitiço do amor
Nem existe o tal beijo matador
Que conserte a ausência de um cheiro
Se não for o real e derradeiro
Bem molhado e cheio de verdade
Com respeito, amor, sinceridade
Talvez,  passe por este intermédio
Mas, não há neste mundo um só 'remédio'
Que nos livre da dor de uma saudade

Pedro Torres
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