segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Porque juro de saudade Vira uma bola de neve...

No mote do Poeta Dedé Monteiro eu tentei amenizar a 'dívida':

Devo não nego, pago se ela quiser:

Tem um alguém me devendo
Uma conta bem antiga
Pois hoje é minha amiga
Menos do que estava sendo
Este meu peito doendo
Um dia já esteve leve
Mas, a saudade me deve
E não paga nem metade
Porque juro de saudade
Vira uma bola de neve...

Sinto os juros correndo
E essa conta só cresce
Todo dia me aborrece
Digo que não tô podendo
E a saudade batendo
Na porta de quem lhe deve
Eu lhe peço que releve
Peço até por caridade
Porque juro de saudade
Vira uma bola de neve...

Esse infeliz cobrador
Todo dia bate à porta
De minh'alma quase morta
Pra cobrar esse valor
Sempre digo ao portador
Que o 'banco' entrou em greve
E ninguém lá se 'astreve'
Trabalhar só por vontade
Porque juro de saudade
Vira uma bola de neve...

Pedro Torres
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