quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Ondas do mar...

Às vezes eu fico triste
Parece um como represa
Represa de coisas que passam
E que ficam.

De coisas que por leveza
Foram levadas pelo vento
Ou por arrogância minha

Como é minha a arrogância
E também o egoísmo, pesaram...
Tenho isso.

O que ficou e um pouco de sorte
Que também tens. E sei que vens
vais...

Essa dor em mim...
Como o inexorável movimento
Das ondas do mar

A bruma nos faz algum carinho
Se nos prostramos a isso,
A esperar.

Um pouco de paciência e ela vai
Enquanto esperamos ir...
Lembramos que voltam,

As ondas do mar...

Pedro Torres

5 comentários:

  1. Nada é tão constante quanto à mudança, e aí que está minha esperança.
    Que se nesse dia não fui feliz, que no outro eu mereço ser.

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    1. Que lindo Milene,

      Eu me referi também a esperança no que muda, porque muda. É como aquela frase do Renato Russo em uma música, que o sentido mais íntimo está na dor que sentia:

      'Mas, é claro que o sol vai voltar amanhã,
      Eu sei...'

      É só o agora que dói muito.

      Cheiro na alma!

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    2. Oi Pedro gostei muito do seu blog.
      Estava lendo, e muitas parece que falavam de mim.
      Acho que no final somos todos parecidos. Quando puder entra lá no meu blog
      http://milenecristinasemamoreunadaseria.blogspot.com.br/

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    3. Visitei e me inscrevi para receber as tuas atualizações. Adorei Milene, e deixei um recadinho em um dos poemas teus.

      Lindos visse? rs

      Cheiros!

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    4. Obrigada rs! Tô adorando os teus.

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