domingo, 27 de janeiro de 2013

Inda tardando...

E quando sarar essa ferida no teu peito,
Talvez, estejas pronta para sarar,
A que fizeste no meu...

Quando parares de buscar a ilusão,
De amar quem não te ama,
E ceder a derrota do amor que te aquecerá.

Calores que buscas sentir em fogareis,
Extintos pelo extintor vida,
Que não se cuida da validade do pó.

E quando em prantos te afogares,
Encontrarás a mim que mergulhei,
No teu imenso infinito e permaneci.

Não é mercadoria de moda, de estação,
Estará ainda na prateleira da vida,
Quando tiveres com quê pagar.

Mas, cuida pois estará lá, mas,
Será quanto mais fresco o quanto antes, o
Comprares.

Tenho um coração repleno de ideais,
Sinto há tempos a dor de nós dois,
Em abraços e choros e gozos...

Sinto, também, às vezes,
Vontade de correr moleque,
Apenas pelo prazer do vento na cara...

E aquela sensação, sem preço, de mover-se.

Pedro Torres

Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Direito à Réplica Poética...