domingo, 20 de janeiro de 2013

Eu não posso escolher o que sentir Mas, eu posso escolher o que fazer.

Na frase adaptada de William Shakespeare eu fiz:

O que eu sinto não é nenhum segredo
Você sabe que "Txamo" até demais
Mas, você escolheu não querer mais
E não posso viver só nesse enredo
Lhe confesso que até já senti medo
Mas, a vida foi feita pra viver...
E hoje eu vivo tentando lhe esquecer
Sem saber se sequer vou conseguir
"Eu não posso escolher o que sentir
Mas, eu posso escolher o que fazer"

Bem tu sabes, palavras têm a cor
Dessa tinta que pinta o sentimento
Do que paira na mente, no momento
Que o poeta reclama a sua dor...
Tu negaste a nós dois o nosso amor
E hoje choro sentindo esse sofrer
Que só sinto por teu belo prazer
Nesse verso que nasce sem fingir
"Eu não posso escolher o que sentir
Mas, eu posso escolher o que fazer."

Não percebes o quanto nos amamos
Nossos versos só falam de 'nós dois'?
Dos mesmíssimos, cansados, 'pro depois'
Que no tempo nós dois abandonamos?...
Eu não sei porque já não conversamos
Das palavras que saem sem querer
Num rimado somente pra correr
Do que a gente jamais irá fugir
"Eu não posso escolher o que sentir
Mas, eu posso escolher o que fazer."

E se nos conduzisse novamente
Nosso caso pra corte do amor?
Dessa vez eu seria o promotor
No processo eu faria diferente..
Um abraço de paz, primeiramente
Com um cheiro que pode até arder
Pois, é inútil tentarmos prometer
Sem sabermos sequer como cumprir
"Eu não posso escolher o que sentir
Mas, eu posso escolher o que fazer."

EiTA! quantas juras nós fizemos
Nos pronomes da gente, possessivos
Que falavam dos erros excessivos
De alguns deles, que ainda cometemos..
Dois caminhos difíceis percorremos
Complicados demais ..."pra se dizer"
Se a saudade só vem pra nos bater
Talvez haja um motivo de ela vir
"Eu não posso escolher o que sentir
Mas, eu posso escolher o que fazer."

Nossa história não tem nenhum segredo
Muito embora ter sido "transitório"
Foi gigante em 'termos' do "notório"
Nesse filme de amor sem um roteiro
Mas, te amo é o 'script' verdadeiro
Pois, quem ama não tem o que temer
Nem a morte, pois, mesmo pra morrer
A mortalha do amor irei vestir
"Eu não posso escolher o que sentir
Mas, eu posso escolher o que fazer."

Na balança dos erros cometidos
Você ganha de mim de dez a zero
Já quis muito você, mas, hoje eu quero
Nossos planos de vez ser esquecidos...
"- Recaídas de beijos comovidos?
Lhe garanto não mais acontecer!..."
Nessa história que agora eu vou varrer
Pra distância mais longe que existir
"Que eu não posso escolher o que sentir
Mas, eu posso escolher o que fazer."

Pedro Torres
A última estrofe nasceu em 27.04.2013

"Como é triste essa dor e a solidão
De um amor calejado e traiçoeiro
Minha história é um filme com roteiro
De lamento, de dor e ingratidão
Foi escrita com versos de ilusão
Com palavras rimando sem querer
Mas se nosso senhor me der poder
Eu encontro um caminho pra seguir
Eu não posso escolher o que sentir
Mas, eu posso escolher o que fazer."

Esdras Galvão

*Não entendi as aspas em toda a estrofe, mas, tá valendo.

Eu não posso escolher um sentimento
Mas, se acaso, algum me contagia
Tenho dele total autonomia
Pra guia-lo a favor,ou contra o vento
Não faltou-me atitude um só momento
Mas, se isso algum dia acontecer
Eu farei o possível pra saber
Onde errei,e procuro corrigir
Eu não posso escolher o que sentir
Mas, eu posso escolher o que fazer.

Poeta Cicinho Moura
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