sábado, 5 de janeiro de 2013

A vereda da vida é tão penosa Que me assombro com as curvas que ela faz

No mote do poeta Zé Adalberto Do Caroço Do Juá

No estreito que é nosso viver
Cada dia é linda aventura
Um abraço fraterno com ternura
E um beijo bem quente de querer
Um amor que um dia faz sofrer
Vai embora sem nem olhar pra traz
Traz o riso e depois nos rouba a paz
Nessa estrada da vida tortuosa
A vereda da vida é tão penosa
Que me assombro com as curvas que ela faz

Pedro Torres

Um comentário:

  1. Obrigada por trazer á tona esse mote que foi glosado pelo meu avô, Elisio Felix da Costa, que faleceu em 1965, conforme se depreende abaixo:

    Elísio Félix da Costa (Canhotinho) glosando o mote:
    A vereda da vida é tão penosa,
    Que me assombro com as curvas que ela faz!

    Não indaguei de ninguém, ninguém me disse
    O início dos meus primeiros anos,
    Mas, nos passos dos tristes desenganos,
    Vim parar na ladeira da velhice…
    E, temendo que o mundo não me visse,
    Procurei arrodeios infernais :
    Mas o rio das águas imortais
    Me mostrou a corrente caudalosa:
    A vereda da vida é tão penosa,
    Que me assombro com as curvas que ela faz!
    Vou morrer caminhando, sem dar crença
    Às misérias da vida sem proveito
    - Estas cousas que o homem está sujeito:
    O desgosto, o amor e a doença.
    Sem temer, nesta vida, a negra ofensa
    De espadas, pistolas e punhais…
    A velhice maltrata muito mais;
    Dentre todas, o! arma perigosa!
    A vereda da vida é tão penosa
    Que me assombro com as curvas que ela faz!
    O desgosto do homem não se finda
    Na tangente da vida tão extensa;
    A esperança fracassa, e também, pensa
    Que seu dono cansado está de vinda;
    O desgosto fugiu, mas volta ainda;
    A esperança morreu, não volta mais,
    Pois a minha não vive, há tempo jaz,
    Nas montanhas da alma cavernosa:
    A vereda da vida é tão penosa,
    Que me assombro com as curvas que ela faz!
    Acho tarde demais para voltar,
    Estou cansado demais para seguir,
    Os meus lábios se ocultam de sorrir,
    Sinto lágrimas, não posso mais chorar;
    Eu não posso partir, também ficar…
    E assim, nem pra frente, nem pra trás:
    Pra ficar, sacrifico a própria paz
    Pra seguir, a viagem é perigosa…
    A vereda da vida é tão penosa,
    Que me assombro com as curvas que ela faz!

    http://www.luizberto.com/repentes-motes-e-glosas/grandes-motes-grandes-glosas-e-dois-poetas-cantando-um-rio
    ou ainda
    http://seer.uniritter.edu.br/index.php/nonada/article/viewFile/178/132

    http://acordacordel.blogspot.com.br/2011/10/cantoria-no-facebook.html

    e muitas outras citações.

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