domingo, 13 de janeiro de 2013

Angústia

Dessas dores no campo dos sentidos
Na estrada da vida em linhas tortas
Nossos sonhos de amar-se interrompidos
Repousando em almas semimortas

Vê-se o rio do choro abrir comportas
Pelos olhos de angústia ressequidos
Inundando de prantos coloridos
Os prazeres que fecharam suas portas

Todas cores do mundo desbotadas
E o cinza em tardes ensolaradas
Fazer sombra às noites de ilusão

Um aceno que fica na lembrança
E o afago da última esperança
Em lampejos de luz na escuridão.

Pedro Torres
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