terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Soneto da despedida

Imagine narrar uma cena de amor
Sem se falar das cenas que viveu
Se o abraço sentiu, se tudo valeu
E guardar seu nome com todo pudor

Sem descrever tudo o que aconteceu
Da manhã chuvosa, do cheiro da flor
Do caminho da volta, do perfume seu
Das pedras no caminho, de toda a dor

Da lua tingida de azul escarlate
Dos pingos de chuva fazendo sua parte
Do abraço forte, do beijo que arde

Do frescor da brisa soprando suave
Da entrega sutil da tranca à chave
Das cálidas cenas daquela tarde

Pedro Torres
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