segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Só canta galopes na beira do mar

Não busque o fel, não fuja da raia
Que aqui não persiste coisíssima alguma
Que diga qualquer coisa da espuma
Das ondas gentis quebrando na praia
Do coco de roda, rodado de saia
Do doce mais doce do doce de amar
E quando a vida quiser lhe abraçar
Estenda seus braços que ela se balança
Pois vida ungida na dura quebrança
Só canta galopes na beira do mar

A lua surgindo, um céu estrelado
Com ventos alísios alisando pelos
A chuva caindo molhando cabelos
Da linda morena de pelo dourado
A festa da vida no seu rebolado
Com tanta alegria no seu rebolar
Que até parece amor quer deixar
Poeta contente quando lhe abraça
E fogueira acesa fazendo fumaça
Cantando galopes na beira do mar

Pedro Torres
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