terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Espreita.

Assustam-me quem espreita amores
Como se esperasse o fim, na moita.

Sofreres, quereres, dizeres, afazeres
Prazeres, poderes, saberes, doeres...

Aquela tristeza toda se acumulava
Como um refrão de uma música linda

Amores, dores, senhores, doutores
Rancores, sabores, rubores, cinza.

Nada que muito pouco seria
Muito pouco em mim, ainda.

Havia, doía, poesia, rebeldia,
Melodia, vazia, estreita....

Os sopros dos sons sentidos
Dores de dons doíam aos ouvidos.

Orelha, parelha, centelha, vermelha,
Coelha, abelha, na telha, sombria...

E desejos contidos, comigo, ranzinza...
Como se o último fiel restante da seita.

Aproveita, maleita, colheita, espreita
Direita, escorreita, sujeita, fim...

Pedro Torres

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