domingo, 30 de dezembro de 2012

É a seca acabando meu sertão E você me matando de saudade.

Numa roda de glosas virtual nós fizemos no mote meu e da poetisa Dayane Rocha.

É a seca de um lado castigando
D'outro lado eu procuro e não te vejo
Como faço na vida sem teu beijo
Que eu só, sei viver, se for te amando
Minha mente vagueia procurando
E eu sonho contigo isso é verdade
Tenha pena de mim,por caridade
Não maltrate demais meu coração
É a seca acabando meu sertão
E você me matando de saudade...

Cicinho Moura

É o povo pedindo por clemência
Eu pedindo você aqui comigo
Isso ta parecendo até castigo
Já não tenho nenhuma paciência
To tentando manter a consciência
O que fazes comigo é crueldade
Deverias de mim ter piedade
E acalmar de uma vez meu coração
É a seca acabando meu sertão
E você me matando de saudade.


É a falta de chuva sobre a terra
E um pão pro menor abandonado
Desde quando nasceu esse coitado
Que não sabe o que faz por isso erra
É os olhos expostos para a guerra
É a carne o desejo e a vontade
E o sonho tornar realidade
De ‘florar ‘ meu nordeste e o meu chão
É a seca acabando meu sertão 
E você me matando de saudade

É a falta de um pingo na goteira
É o poço também já tá secando
É o povo da vida reclamando
Já não tem água boa na torneira
É aquele amor de brincadeira
Onde tudo parece ser verdade
A distância não sabe a crueldade
Que ela tá me causando ao coração
É a seca acabando meu sertão
E você me matando de saudade

Dayane Rocha

Essa seca que assola meu recanto
Fez você pra cidade se mudar
Fui em busca da vida melhorar
E deixou-me aqui sofrendo tanto
Essa cheia na orbe do meu pranto
Só parece com o mar lá da cidade
Venha logo matar minha vontade
Logo assim que tiver mais condição
É a seca acabando meu sertão
E você me matando de saudade.

Pedro Torres

Essa falta de chuva fez o gado
Definhar a procura de alimento
E eu partilho do mesmo sofrimento
Sem a minha princesa do meu lado.
Nada cresce num solo ressecado
A não ser precisão e caridade
Mais meu peito brotou necessidade
De um sereno de amor no coração
É a seca acabando meu sertão
E você me matando de saudade.

Emanoel Marcos Marques.

Um comentário:

Direito à Réplica Poética...