domingo, 9 de dezembro de 2012

Amizade às 11

Poeta, não sei de que mal padeces
Pode ser que sofras de fingimento
Mas, a tinta dos anos no tingimento
Pinta de branco os teus alicerces
Do fel que azedava, tu te esqueces
E já não azeda teus dias risonhos
Pesadelos sombrios, dias tristonhos
Tardes de angústia, noites sem graça
O sol que se esconde, o tempo que passa
Já não mais roubam os teus lindos sonhos

Não queiras, portanto, agir dessa forma
Falando de mim, assim, pelas costas
Falarem de ti, eu sei que não gostas
Não fugir da regra, essa é a norma
Senão num pilantra tu se transforma'
Eu sei que não lhe apraz este proceder
Mas se canalha não queres parecer
Faz como eu faço, lhe chamo de amigo
Se aperto a mão do meu jeito antigo
É a bem da verdade, e é pra valer

Assim, nobilíssimo companheiro,
Escrevo falando do meu coração
Abraço fraterno, aperto de mão
Num texto sincero, bem verdadeiro
Não tenho fortuna, não penso em dinheiro
Pois sei amizade é coisa sem preço
Vem ser meu amigo, porque te mereço
Dá cá um abraço, faz fé no abrigo
Atemos o nó, reforcemos laço
Coisas passadas pereçam no abraço
E, de mãos dadas, tu segues comigo.

Pedro Torres

Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Direito à Réplica Poética...