terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Abra as portas do rio são francisco Mate a sede do povo do sertão

No mote do poeta Valdir Teles eu imaginei:

Perdoem-me senhores, a minha crítica!
Mas, esta seca já passou dos limites!
Enquanto sobra ação para as elites
O nordeste não vê espaço na política.
No mapa da nação geopolítica
Ninguém atura mais promessa de eleição
President(a), deixe dessa enrolação
Que sertão não escapa com chuvisco
Abra as portas do rio são francisco
Mate a sede do povo do sertão

E o bispo que fez greve de fome,
Por onde anda, o que é feito dele?
Que eu queria tanto propor a ele
Pra fazer greve de sede no abdome
Que sem nada pra comer, ninguém come
Mas, se falta água p’rum cidadão
O juízo seu lhe faz tanta pressão
Que fica manso o sujeito mais arisco
Abra as portas do Rio São Francisco
Mate a sede do povo do sertão

Pedro Torres

2 comentários:

  1. Amei td isso q vc falou; pena q quem podia ver issso ñ se liga, ñ da a mínima p os Nordestinos, ai perguntamos até qnd???? tanta água naquele mundão e nós aqui passando p td essa seca terrivel, q pena meu Deus, só vós p ter dó de tds nós; Elisabete B. Pessoa

    ResponderExcluir
  2. Verdade dona Elisabete, Se a gente faz alguma coisa pra ajudar, nem que seja uma simples reclamação de um poeta, ao menos um sentido de responsabilidade é cumprido em nós.

    Obrigado pela visita e volte sempre!

    Pedro.

    ResponderExcluir

Direito à Réplica Poética...