domingo, 30 de dezembro de 2012

A ausência é o monstro mais feroz Que passeia no bosque da saudade

Na floresta da nossa convivência
A distância tão rota linimenta
Uma foice que poda a vestimenta
E decreta o fim da permanência
Na ilusão de nossa existência
Vem o tempo sem dó nem piedade
Faz o verme da nossa alacridade
Na distância render-se ao seu algoz
A ausência é o monstro mais feroz
Que passeia no bosque da saudade

Pedro Torres

A distância tornou-se minotauro
Onde sempre lhe sirvo de refém
E que é dividido em mais de cem
Se tornando também um dinossauro
Malassombro é esse alossauro
Que é dono da minha crueldade
E de mim nunca teve piedade
Quando passa é sempre bem veloz
A ausência é o monstro mais feroz
Que passeia no bosque da saudade

Dayane Rocha

Como é triste aceitar sua partida
Como posso viver sem teu abraço
Eu não sei nessa vida como faço
Pra de novo encarar nossa dormida
Uma cama tão boa e tão comprida
E eu só ocupando uma metade
Quando chega a tristeza e me invade
É o jeito eu dormir pensando em nós
A ausência é o monstro mais feroz
Que passeia no bosque da saudade.

Cicinho Moura
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