sábado, 17 de novembro de 2012

Vi nas telas poéticas de Cancão As paisagens por deus, imaginadas

No mote do poeta Ciro Filó eu tentei dizer:

Campos olentes de belos verdumes
Em tardes amenas pela primavera
O fim do estio depois da espera
Vi do sertanejo sublimes costumes
Eu vi pirilampos, também vaga-lumes,
As sendas da noite sendo iluminadas
Encontro de luzes pelas madrugadas
Estrelas caindo no céu do sertão
Vi nas telas poéticas de Cancão
As paisagens por Deus, imaginadas

O vento que espanta o menino dia
A noite caduca morrer no horizonte
Um sussurro terno, o regalo na fonte
Que de manhãzinhas sabiá fazia
A força selvagem da ventania
Espalhando as telhas pelas calçadas
Deixando as casas recém destelhadas
Antes da chuva cair pelo no chão
Vi nas telas poéticas de Cancão
As paisagens por Deus, imaginadas

Pedro Torres
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