sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Um arco-íris se deita Na paisagem do sertão.

No mote da poetisa Fátima Marcolino eu imaginei:

Vê-se a relva cheirosa
Numa manhã cristalina
Quando a santa neblina
Dorme no colo da rosa.
Depois da noite chuvosa
O sol abre o seu clarão
Enquanto na vastidão
Um beija-flor se deleita
Um arco-íris se deita
Na paisagem do sertão.

Vê-se a nuvem carregada
Num colorido de luz
De aspergidos azuis
Em uma tarde gelada
E depois de iluminada
Cumprindo sua missão
A nuvem toca no chão
Cai na luz, e se enfeita
Um arco-íris se deita
Na paisagem do sertão.

Quando o dia se torna
Uma pintura divina
O sol pinta uma neblina
Colorindo a tarde morna
O nhabú dorme a madorna
Sob o mais santo bulcão
Mas, depois de um carão
Ter dado início a 'peleita'
Um arco-íris se deita
Na paisagem do sertão.

Pedro Torres
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