terça-feira, 20 de novembro de 2012

To fumando o cigarro da saudade E a fumaça escrevendo o nome dela

No mote do mundo, cujo autor não é sabido, eu

disse:

Depois que dei a última tragada
Restaram sonhos suspensos no ar
Todas conjugações do verbo amar
Eu percorri nessa fria madrugada
Uma dor me cortava como espada
Refletida na vidraça da janela
A luz plangente de uma vela
Feito lampejos da breve realidade
To fumando o cigarro da saudade
E a fumaça escrevendo o nome dela

Em fumaças de sonhos me embeveço
Uma névoa de saudade e solidão
Envolvendo de dor meu coração
Em soluçares que sei não mereço
O gosto do beijo que não esqueço
Seu cheiro, vou tragando de tabela
Os cigarros acendidos numa vela
Cujo calor o meu peito invade
To fumando o cigarro da saudade
E a fumaça escrevendo o nome dela

Pedro Torres



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