sábado, 17 de novembro de 2012

Por amar eu fui condenado Sem ter direito a fiança

Apelei a mais alta instância
Do tribunal do nosso amor
Pra ver se aliviava a dor
Que sinto na minha ânsia
Busquei na minha infância
Um refúgio, uma esperança
Um mandado de segurança
Para eu ser libertado
Por amar eu fui condenado
Sem ter direito a fiança

Pedro Torres

Pedi socorro a um poeta amigo meu, professor de Direito e advogado criminalista renomado, e ele respondeu:

Da rima não tenho o dom,
Da glosa, só a vontade,
De poeta só a esperança,
da métrica, só a saudade.

Mas lide é coisa que gosto,
e pleito sei fazer,
fiança, despacho e sentença,
compõe o meu mitier.

Mas amor é tranca dura,
muralha inexpugnável,
carcereiro sem ternura,
pena sem sufrágio.

Por isso poeta desculpe,
Mas este pleito vou passar,
por me faltar elementos
e sobrar vontade amar.

Poeta Geovane Moraes

Percebendo minha situação difícil, eu disse:

Apelei pro meu amigo
Que é bom advogado
Para eu ser liberado
Em um processo antigo
Correndo o mesmo perigo
Recusou-se o Doutor
Em defender-me do amor
E 'taí' o resultado:
Por amar eu fui condenado
Sem direito a defensor

Pedro Torres
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