sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Poetisa Mariana Veras

Depois me perguntam porque me orgulho de ser filho do Pajeú. É por coisas lindas como essas, olha:

Não preciso jogar com indireta
Muito menos errar pra aprender
Eu vivi até hoje sem querer
Dar palpite de forma indiscreta
Enganar nunca foi a minha meta
Se disser que te amo vou amar
Se o sinal não abrir vou esperar
Não camuflo mentira de ninguém
Não pergunte pra mim se estou bem
Se não tens intenção de me escutar

Eu julgava meu corpo protegido
Dos amores, daqueles que vivi
Algum tempo depois não discerni
A altura do erro cometido
Não vivi um amor correspondido
Mas me pus totalmente ao seu dispor
Reclamei que você não deu valor
Mas prendi meu desejo na saudade
Derrubei os portais da eternidade
Arriscando morrer sem ter amor

Degustar a paisagem do sertão
É tão bom que aumenta minha gula
Coração do meu peito chega pula
Quando piso na minha região
Sinto falta da chuva, do trovão
Mas espero do céu a tempestade
Que é inútil sentir uma saudade
Se não crer que ela logo vai cessar
Oh, meu Deus! Tu já podes derramar
Um pedaço da tua umidade

Poetisa Mariana Véras

Nesse último versinho eu não me contive. Como sou fã N.º 1 da poetisa, daqueles que arenga se alguém tenta furar a fila, eu tentei dizer:

É diferente a decoração
Quando chega a invernia
'Passarin' faz cantoria
No alpendre do oitão
Entoando uma canção
Que fala da liberdade,
Da vida, a felicidade
Mas, ao tentar decifrar
Teu verso 'quis' derramar
Uma lágrima de saudade

Pedro Torres


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