quarta-feira, 28 de novembro de 2012

perdoa-me amar-te tanto

agora que derramo o meu pranto
eu de nada lamento.
não há culpa em bem querer
não há culpados.
e que tão boa seria a culpa
de haver-se no amor quedados

Ah! Deus meu, manda-me a tua fúria silenciosa
Ameniza a dor que sinto, imensamente.
Mas, Senhor, se for da vontade tua
Que doa mais, que doa infinitamente.

Senhor dos meus dias, dá-me sabor
Dá-me alento. Sê generoso com teu filho que pede.

Alerta-me, acorda-me.
E me tiras daqui se porventura quiseres.
que não seja o meu querer, jamais
mas que seja o Teu querer infindo.

Que me acordes de um sonho lindo
mas que se façam as tuas promessas
Que acorde, pois, em Teu amor.

Perdoa-me tanto alvoroço.
Não sinto pena de mim, mas do meu dia findo.
Temo a tua ira, Senhor dos dias meus.

Sê meu guardião. Ilumina-me serenamente.
Não me reveles se me orientares.
Ainda que parta na direção contrária.
E que meu coração preso a algo terreno
Também se parta, ou que algo dele se arranque.

Se queres de mim um pedaço, saibas.
Tens de mim todo o meu ser.
Se a mim a alguém ofertei.
Em mim iria tu que És.

te fiz uma prece.

Pedro Torres


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