terça-feira, 20 de novembro de 2012

Ela um dia vai saber Quanto dói ingratidão.


No mote do poeta Felisardo moura nunes eu tentei dizer assim:

O vapor da noite fria
No coração largado
Corta igual machado
Que tempo o gume afia
Cala-se a melodia
Da mais bonita canção
Faz o luar no sertão
O da cidade parecer
Ela um dia vai saber
Quanto dói ingratidão.

As noites enluaradas
As aragens da campina
E manhã matutina
Ficam valendo nada
A sabiá capturada
Largada num alçapão
Não canta mais a canção
Perde graça no viver
Ela um dia vai saber
Quanto dói ingratidão.

Não desejo mal a ela
Quero que seja feliz
Que outro aprendiz
Tome bem conta dela
Sem rancor, sem querela
Faça bem ao coração
Que sabor de decepção
Nunca venha conhecer
Ela um dia vai saber
Quanto dói ingratidão.

Pedro Torres






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