sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Eu me lasco, mas, faço uma ferida no toitiço da velha madrugada

Uma cena de 'Sangue, suor e cerveja', no mote do poeta Zé Limeira que o poeta Cícero Moraes me apresentou, eu disse:

Enchi novamente o copo de cerveja
Ergui suavemente, tomei outro trago,
Peguei a carteira, deixei tudo pago,
E larguei o troco em cima da bandeja.
Ela me convidou, mas, com que peleja,
Nessa noite, queria ser minha 'namorada',
Chovia, minha camisa toda amarrotada
Eu 'alto', e ela toda desmilinguida
Eu me lasco, mas, faço uma ferida
No toitiço da velha madrugada

Pedro Torres
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