sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Derrubei os portais da eternidade; Arriscando morrer sem ter amor

Tentamos dizer alguma coisa no mote da poetisa Mariana Véras:

Derrubei os portais da eternidade
Arriscando morrer sem ter amor 

E saíram estas estrofes:

Te amei por mil anos, mais ou menos
nas loucuras profundas dos meus sonhos
me recordo dos teus lábios risonhos
somos partes de um só, e nos sabemos
o momentos felizes que perdemos
hoje em dia não têm tanto valor
me tornei mais um ébrio sonhador
perambulo entre os becos da cidade
Derrubei os portais da eternidade
Arriscando morrer sem ter amor

Poeta Henrique Brandão

Nos meandros de um verso dividido
De um romance que hoje tu sonegas
Por casinhos miúdos, tão piegas
Vi meu peito ferir-se sem sentido
Me negaste um amor de ser vivido
Mas, não podes negar ser minha dor
Se obstáculos haviamos por transpor
Eu fiquei na barreira da saudade
"Derrubei os portais da eternidade
Arriscando morrer sem ter amor"

Pedro Torres

Nós criamos, nós mesmos a paisagem
De um íntimo amor, vivido oculto
E muitas vezes eu vi meu próprio vulto
Refletindo em seus olhos minha imagem
Quando eu quis dar adeus faltou coragem,
Quado eu quis lhe beijar faltou sabor,
No abraço final faltou calor
E na frase do adeus faltou verdade
Derrubei os portais da eternidade
Arriscando morrer sem ter amor

Dudu Morais

E disse magistralmente a poetisa Mariana Véras derrubando tudo:

Eu julgava meu corpo protegido
Dos amores, daqueles que vivi
Algum tempo depois não discerni
A altura do erro cometido
Não vivi um amor correspondido
Mas me pus totalmente ao seu dispor
Reclamei que você não deu valor
Mas prendi meu desejo na saudade
Derrubei os portais da eternidade
Arriscando morrer sem ter amor

Mariana Véras

2 comentários:

  1. Que lindo!!
    Minhas saudações.
    Lindas as estrofes.


    ResponderExcluir
  2. Muito obrigado R. Vieira. A poetisa Mariana Véras escreve poemas belíssimos de inspiração divina.

    Cheiro no coração!

    Pedro

    ResponderExcluir

Direito à Réplica Poética...