sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A penumbra da noite denuncia a saudade no peito do poeta

Num ambiente poético em que tudo parecia conspirar para se sentir saudade, a poetisa Mariana Véras deu o mote:

A penumbra da noite denuncia,
A saudade no peito do poeta.

Eu disse primeiro, invertendo o mote:

Fluem versos com mais facilidade
Nossas rimas parecem mais precisas
E as sentenças do verso mais concisas
Demonstrando uma grande habilidade
De repente, se altera a claridade
Vem neblina, e a praça se esvazia,
Quando tudo se acalma e o tempo esfria
Faz silêncio e tudo se aquieta
A saudade no peito do poeta
A penumbra da noite denuncia

Continuando os versinhos descrevendo as cenas do cotidiano do sertão eu disse em seguida:

Toda a tarde é de muita alegria
Namorados se encontram pela praça
Trocam beijos, carícias, fazem graça
Paquerando um universo de magia
Noutro instante chega a calmaria
Fica vazia a praça antes repleta
E o cupido já não atinge a meta
Quando o sol ameaça um outro dia
A penumbra da noite denuncia
A saudade no peito do poeta

Quando o escuro do dia se aproxima
E o barulho da vida se arrefece
Não é noite, nem dia, mais parece
Uma pausa que Deus botou no clima
Pensamentos se fundem numa rima
Nossa alma se faz mais inquieta
Na lembrança uma cena se completa
Nesse instante que nasce a poesia
"A penumbra da noite denuncia
A saudade no peito do poeta"

Pedro Torres
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