domingo, 9 de setembro de 2012

Amar de longe...

Sertanejo é um sujeito engraçado

 - Já dizia o poeta que saiu de Petrolina, Geraldo Azevedo, quando lhe perguntaram se sentia saudade de sua terra, por ter saído de lá, ele disse: "Eu saí de lá, mas lá não saiu de mim".

- Pior que ser sertanejo e viver longe de sua terra, é trazer consigo o dom da poesia. A combinação tem um efeito terrível nesse sujeito.

- E assim se dá com o Pe. Brás Ivan Costa Santos. Vivendo atualmente na Suíça, onde estuda e exerce o sacerdócio, ele disse:

Longe dele me sinto saudosista
Cada frase que digo é como um mote
Choro tanto que quase turvo a vista
As lembranças me chegam de magote.

Perto dele me torno repentista
Tomo posse completa do meu dote
Mas me disse a razão que é realista
Que estou indo com muita sede ao pote.

E pra não viver criança
Distância de segurança
Manterei do Pajeú.

Ele Pajé e eu monge
Nos amaremos de longe
Sem ser nós, só eu e tu.

Poeta Pe. Brás Ivan Costa Santos
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