sexta-feira, 29 de junho de 2012

Flores de Inverno

Quero a paz verdadeira 
Eu quero um pouco de calma
Uma palavra derradeira,
Acalanto de minh’alma.

Quero o instante perdido
Naqueláguas benditas
Presente da fidalguia
De minh’alma tão criança

Tranborda a alegria em mim
Eu vejo o nascer poeta.
E trazes-me frases tão repletas
Tal perfume de jasmins.

Diz-me um verso que canto
Pra essas flores vermelhas
Diz-me um sentimento, eu sinto,
Em meu querer sincero.

Eu fico sem versos, poeta.
Pra dizer tanto o que quero.
Não rimo coisa com coisa
Embora fosse o desejo
E as cores que tanto espero
Desbotam quando te vejo.

Bebo da bebida amarga
Conto as primaveras
Tento descobrir segredos
Guardados no teu olhar
E estas flores me distraem
Fico perdido a vagar.

Pedro Torres
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