segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Uma outra alegria...

Um beijo,

Eu quero um trago desse teu 'cigarro'
Do veneno, da morte, o diacho!
Quero uma brisa na tua cidade
E, Raio de Sol, sabes que te quero!...
Quero ouvir aquela velha melodia,
Que falava da vida, do amor, da travessia?!

Quero ver-te debulhando as margaridas
'Num inverno que chegue de repente'
Quero as flores do jardim, mais coloridas,

Quero as águas transparentes de um riacho
Banhando a história bonita do amor da gente.
Só se, no fim, quem vence é a saudade
E somos nós os escritores do destino.

Serei broto num orvalho matutino,
Chorando a manhã que foi embora.

É a poesia renascida, poeta,
As rimas nossas mais inquietas,
As mensagens mais desconcertantes!

A alvorada dos pássaros mais cantantes
Os campos mais verdes e risonhos
A primavera melhor dos nossos sonhos.

Já não choro, minhas lágrimas já secaram!
Mas, sei das tuas procuras...

Das buscas por outras esperanças.
Das viagens por outras sertanias.
Da essência sagrada da mudança
Dos momentos de tristeza, e de alegrias.

Da gentileza do perfume, que te banha,
E da distancia, que insiste.
Mas, não me perguntes se estou triste,
Sabes bem que sem nós o eu não existe.

Foi essa chuva que banhou o amor da gente?
'Não respondas, deixe-os imaginar'
Dos besouros que não tardam, nas lanternas.
E, ao nascer um novo luar... Outro beijo...
Mas, não se acostume!

Pedro Torres
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