quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Quando começei a gostar de cantoria...

No mote do Poeta Felisardo Moura, versou o Padroeta Brás Costa:

Tinha nem onze anos de idade
Quando ouvi dois poetas inspirados
Soluçarem, tão bem metrificados
E falarem de dor e de saudade.
Comoveu-me foi a simplicidade
Do lugar onde ouvi a melodia
Uma casa de taipa e de poesia
Numa noite de lua, verso e nada...
Numa casa de taipa rebocada
Comecei a gostar de cantoria.

E assim arrematou o Poeta Paulo Moura

Foi meu pai quem mostrou-me a beleza
Da canção recitada com viola
Eu, menino, larguei de vez a bola
E vivi a escrever versos na mesa
Aprendi a conter minha tristeza
... Colocando minhas dores na poesia
Mas foi numa casinha que eu um dia
Fiz contatos com a glosa encantada
Numa casa de taipa abandonada
Comecei a gostar de cantoria.
 
Grande momento da prosa sertaneja brasileira.
 
 
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