quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Prosa Sertaneja

Pra se falar dessa poesia popular
Pra investir nas rimas do pensamento
E estender nossa cultura pelo vento
Basta uma prosa boa a se espalhar
Pelos batentes dessa gente a cochichar
Ser o cantar numa manhã passarinheira
Dialogar entre os brincantes pela feira
Formando o tempo que ponteia o improviso
Entre os gracejos pelas noites sem aviso
Cadenciando nossa canção estradeira 

Que sonoriza as palavras que se soltam
Harmonizando os delírios andarilhos
Pra entender que buscar força nos filhos
É aprender que alguns caminhos voltam
Juntam-se a nós e com versos nos escoltam
Querendo apenas que a gente não se cale
Não tem tropeço que a essa poesia abale
Pois ela tem a rima da nossa terra
Queremos paz, sem que se precise a guerra
E quem tiver de ser poesia não se cale 

Talvez assim essa mistura se combine
Pelos valores que norteiam a esperança
No Cirandar dessa semente que avança
Ser o direito que permite onde se opine
E quem tiver seu instrumento, logo afine
Vamos cantando por aí sem ser refrão
Compartilhando como quem partilha o pão
Ser o sorriso estampado, sem ser moda
Nossa palavra é de aço e ninguém poda
Viva a poesia popular do meu Sertão.

Confessor: Poeta Maviael Melo
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