quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Pagando motes...

Poeta Lourival Batista 'pagando' um mote do Poeta Raimundo Asfora:

Senti das paixões abalos
E desesperos medonhos
Sonhos, sonhos e mais sonhos
Sem jamis realizá-los
Na fronte senti os halos
Das auras da juventude
Mas nunca tive a virtude
De dormir entre dois seios
Não tive amores, sonhei-os
Mas possuí-los, não pude.

Ainda 'pagando' um mote antigo, versejou:

Do gosto para o desgosto
O quadro é bem diferente
Ser moço é ser sol nascente
Ser velho é ser um sol posto
Pelas rugas do meu rosto
O que fui hoje não sou
Ontem estive, hoje não estou.
Que o sol ao nascer fulgura
Mas ao se pôr deixa escura
A parte que iluminou.

E respondendo um cantador que despontava à sua fama, disse:

Sua vida inda está boa
A minha é que está ruim
A sua está no princípio
A minha está bem no fim
Estou perto de estar longe
De quem está perto de mim

Poeta Lourival Batista
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