quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Natal do nosso Salvador

Ó Deus-menino, nascido
Onde não nascem os reis,
Que os homens hoje encontrem,
A riqueza que escondeis
Entre os maltrapilhos panos,
Que são, na verdade, enganos
Camuflando a Realeza
Da mais alta Majestade.
Consoladora ironia:
Sair de uma estribaria
Pra salvar a humanidade.

E vós, Maria, menina
Do sim e da humildade,
Vosso Salvador nasceu
Na vossa maternidade!
Vosso ventre virginal,
Sem pecado original,
Revestido de pureza,
Gerou quem não foi Criado.
Depois de muitos cansaços,
Vistes ressonar nos braços
Vosso Deus Verbo encarnado!

E vós, José, homem justo,
Vós que esperáveis o Bem,
Descendente de Davi,
Da cidade de Belém;
Ó filho contemplativo,
Fostes o pai putativo
Do Autor da natureza,
O Filho do Pai eterno.
Aquele menino Santo
Recebeu o acalanto
Do vosso abraço paterno.

E vós, ó homens de bem,
Amados do vosso Pai,
Não passais indiferentes,
O presépio contemplai!
Permiti, pois, que este infante
Sem riqueza exuberante,
Disfarçado de pobreza,
O redentor das nações,
Aproxime-se com jeito,
Aloje-se em vosso peito,
Nasça em vossos corações!

Pe. Brás Costa, Natal do nosso Salvador, 2010
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