terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Depois da estiagem...

Depois de nove meses de estiagem
Sem mais verde nem mesmo no baixio
Não tem água na nascente do rio
Tá rachada a parede da barragem
Sertanejo já quase sem coragem
Ouve um som no telhado (é o sofejo)
De uma nuvem cantando no despejo
No velório da morte do verão:
Quando um pingo de chuva molha o chão
Enche d’água o olhar do sertanejo

Padroeta Brás Costa
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