quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Sertanejo distante do sertão...

Versos capturados numa peleja que se deu, com amigos no Facebook:

Fernando Marques VC

Sertanejo distante do sertão
É abelha perdida do cortiço
É romeiro sem mais padim ciço
É nordeste sem festa de São João
A tristeza lhe invade o coração
E dos rumos da vida perde o plano
Lá no fundo do peito o desengano
Cada dia que passa mais humilha
Pois se sente igualzinho a uma ilha
Retirada do rio ou do oceano

Wellington Rocha

Sertanejo distante do sertão
É limão que não tem mais o azedo
Virgulino Ferreira tendo medo
De Macaco,tenente ou capitão
É forró e xaxado sem baião
Um vaqueiro sem ter uma montaria
Uma festa que não tem a romaria
Um relogio sem ter os seus ponteiros
Varias flores arrancadas dos canteiros
Violeiro sem ter uma cantoria.

Pepita Lins

Sertanejo distante do sertão
É uma mãe sem tocar a sua cria
É viola sem corda ou cantoria
É é uma veia pulsar sem coração
É o sol que desperta sem clarão
É a APPTA sem verso e sem repente
É um rio estourar sem ter enchente
É alegrar com a dor de uma saudade
É chorar com soluços e vontade
De voltar pra essa terra que é da gente.

Fernando Marques

Sertanejo distante do sertão
É curral sem ter uma porteira
É Dedé sem o seu 'Fim de Feira'
É novena sem fogos e balão
É pecado que não tem perdão
Vacaria sem um bom reprodutor
Hospital sem ter um só doutor
Ter dinheiro sem ter o que comprar
Uma vista sem nada pra olhar
É viver nessa vida sem amor

Pepita Lins

Sertanejo distante do sertão
É não ter mais vontade de viver
É plantar uma roça e não chover
É não ver mais nos olhos ilusão
É o mato não mais brotar do chão
Eu parar de amar na poesia
Jesus Cristo não ser filho Maria
É a "VOZES DO CAMPO" não cantar
É o mundo inteiro não girar
E o palhaço não trazer mais alegria.
E assim vamos vivendo...

Pedro Torres
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