domingo, 27 de novembro de 2011

Dimas Batista

Quando um dia, poeta, não puderes
Externar esse canto que insinuas
Quando a ausência de todas as mulheres
Encher de tédio a solidão das ruas

Quando o tempo passar, e tu morreres
E o povo recitar as canções tuas
Quando a cinza dos versos que escreveres
Vestir de chama as consciências nuas

Quando chegar o fim das tuas metas
Quando faltar a todos os poetas
A inspiração constante que te ocorre

Quando a taberna não tiver mais vinho
Teu violão há de chorar sozinho
Essa morte incomum de quem não morre.

Poeta Dimas
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