sexta-feira, 30 de setembro de 2011

No Turbilhão - Antero de Quental

No meu sonho desfilam as visões,
Espectros dos meus próprios pensamentos,
Como um bando levado pelos ventos,
Arrebatado em vastos turbillhões...

Num espiral, de estranhas contorções,
E donde saem gritos e lamentos,
Vejo-os passar, em grupos nevoentos,
Distingo-lhes, a espaços, as feições...

-Fantasmas de mim mesmo e da minha alma,
Que me fitais com formidável calma,
Levados na onda turva do escarcéu,

Quem sois vós, meus irmãos e meus algozes?
Quem sois, visões misérrimas e atrozes?
Ai de mim! ai de mim! e quem sou eu?!...

Poeta Antero de Quental

Um comentário:

  1. Linda poesia!
    Mas, aproveito esse espaço para escrever uns versos que fiz em demonstração ao orgulho de ser Nordestino, Sertanejo e apologista da nossa cultura.

    Digo:

    Sou movido a Cultura Nordestina
    Um combustível de fonte renovável
    Um conjunto de valores venerável
    Que perdura em sua saga, sua sina
    Sou refém dessa ave de rapina
    Que prende nas garras do conhecer
    E me transporta pelo mundo do saber
    Num sobrevôo pelo céu da poesia
    Me soltando nas águas da cantoria
    Pra um mergulho no riacho do prazer.

    Parabéns pelo Blog e, mais ainda, pela sua proposta.

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